Afasia

Os quadros de afasia são alterações de linguagem que ocorrem como consequência de lesões no cérebro provocadas por traumas ou acidentes vasculares cerebrais (AVC), popularmente conhecidos como derrames cerebrais.

Os afásicos podem apresentar alterações que comprometem a capacidade de se expressar e de entender a fala ou a escrita. Em geral esse quadro compromete muito as relações pessoais e principalmente a qualidade de vida dos indivíduos.

Podem ocorrer anomias (dificuldade em evocar as palavras), parafasias fonêmicas (troca de sons na fala), parafasias semânticas (troca de uma palavra pela outra), perseverações (dificuldade de mudar o tópico), agramatismo (dificuldade com o uso de conectivos, advérbios, etc.), dificuldade para construir o raciocínio com começo, meio e fim, alterações de leitura e de escrita, entre outras dificuldades. Alterações cognitivas também são muito comuns: prejuízos à memória, atenção, habilidades visuoespaciais e funções executivas.

A avaliação fonoaudiológica irá identificar as dificuldades e potencialidades para a reabilitação da linguagem do indivíduo com afasia. Existem testes específicos para diagnóstico e classificação dos tipos de afasia.

As afasias mais comuns são:

  • Afasia de Broca (prejuízo maior da expressão)
  • Afasia de Wernicke (prejuízo maior da compreensão)
  • Afasia de Condução (prejuízo maior na repetição e nomeação)
  • Afasia Mista (prejuízo da expressão e compreensão)
  • Afasia Global (prejuízo importante de expressão e compreensão)
  • Afasia Transcortical Motora (prejuízo maior da expressão com repetição preservada)
  • Afasia Transcortical Sensorial (prejuízo maior da compreensão com repetição preservada)

A terapia fonoaudiológica visa a reconstrução da linguagem por meio da utilização de estratégias compensatórias, da reorganização das habilidades de comunicação presentes, apesar da afasia, e dos aspectos relevantes nas atividades de vida de qualquer indivíduo – afásico ou não – para uma melhor comunicação, sociabilização e interação. Todas as intervenções precisam ser iniciadas o mais precoce possível.

Quando necessário o fonoaudiólogo também atua trabalhando a articulação, a voz, a expressão facial (no caso de paralisia facial) e a deglutição do paciente com sequelas após um AVC.

Em muitos casos o acompanhamento psicológico também é indicado, pois os quadros de depressão são frequentes devido à dificuldade de lidar com as limitações, de expressar suas necessidades e emoções e de se adaptar à nova situação.